sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Quando crescer, quero ser Beyonce!


Os críticos do pop que me perdoem, mas eu acho Beyonce o máximo! Se me perguntassem naquelas enquetes de adolescente qual artista que eu gostaria de ser, responderia que seria ela, com certeza!

Acho Beyonce uma mulher linda, talentosa e que, acima de tudo, produz boa música. No universo do pop, onde o que conta é estar no 1° lugar e lançar refrões que peguem, ela não parece se preocupar com a onda do momento e seu trabalho faz sucesso pela sua qualidade.

Os arranjos e melodias são dançantes, mas não são do tipo chiclete que duram apenas um verão. Além disso, a gente percebe as influências da clássica música negra americana, indo além de estereótipo de gueto ou de mulher sexy.

E fora tudo isso, ainda admiro a forma como ela encara sua carreira, não misturando seu trabalho com a vida pessoal, não se envolvendo em escândalos, nem se promovendo às custas disso.

Acho que não sou só eu que pensa assim. Prova disso são os vários prêmios que a cantora ganhou nesse ano, como os do VMA - Video Music Awards e no Europe Music Awards da MTV.

domingo, 18 de outubro de 2009

O que é bonito é pra se mostrar!

Fiquei muito feliz com o comentário do diretor do documentário O milagre de Santa Luzia, Sergio Roizenblit aqui no Blog. Como ele pediu aí está o trailler do longa:

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Do porque adoro documentários (ou do orgulho de ser brasileira)

Segunda-feira fui assistir ao documentário O milagre de Santa Luzia (2008), de Sérgio Roizenblit. O título faz referência ao nascimento de Luiz Gonzaga, 13 de dezembro, dia de Santa Luzia.

Quem me conhece sabe que eu gosto de forró pé de serra. Além disso, moro no Jardim Nordeste e a sua principal igreja católica é a Paróquia Santa Luzia. Enfim, estou imersa no tema do filme. Levei minha mãe, quem me ensinou a gostar de música e a assobiar.

Dominguinhos é o protagonista e conta a história da sanfona, ou acordeão, ou gaita - diversos nomes para esse instrumento musical tão versátil quanto a música popular brasileira, e que o longa consegue mostrar tão bem.


O documentário começa sua história no Nordeste, mescla a música com a poesia de Euclides da Cunha, e a fotografia é esplêndida. O filme tem leveza, humor, e mostra a realidade sertaneja sem ser pedante. A comparação que o autor realiza entre as imagens do sertão e a versão “forrozeira” de New York de Frank Sinatra é genial!

Do nordeste, Dominguinhos parte para o Centro-Oeste, mostrando o belíssimo pantanal e a influência paraguaia na música que comumente a gente define como “caipira” e depois, no Sul do país, apresenta a tradição gaúcha, tão peculiar como seu próprio povo.

Em São Paulo, o diretor mostra a mistura de culturas e também apresenta a questão da migração com a história emocionante de Dominguinhos, semelhante a tantas outras. Minha mãe, migrante mineira, se identificou e se emocionou nesse momento.

A grandeza do documentário é mostrar os elementos da cultura brasileira com a simplicidade do povo, na sua linguagem, revelando o que às vezes fica escondido, tornando visível o Brasil que nem todos conhecem.

Esse talvez seja o verdadeiro milagre de Santa Luzia, protetora dos olhos. Amém.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Entre o público, o privado e o sagrado


Primeiro foram as acusações do Ministério Público contra Edir Macedo. O dinheiro da Igreja Universal estaria sendo utilizado com objetivos financeiros não permitidos a instituições religiosas.

Em seguida uma disputa midiática entre Globo e Record, ambas empresas privadas que, independente da tradição religiosa a qual estão vinculadas, são grandes formadoras da opinião pública.

Acho tão curioso, e na maioria das vezes triste também, como a sociedade vivencia a religião como se fosse apenas mais um campo social, como a política, a economia, etc. Diante de tantos escândalos e disputas, onde fica aquilo que de mais belo, simples e essencial constitui as práticas religiosas: a Fé?

segunda-feira, 27 de julho de 2009

"Mero incidente...


...corriqueiro, ser MULHER a vida inteira". Assim diz a canção da cantora Céu. Nesses últimos dias, passei por situações que me fizeram pensar a respeito da forma como as mulheres se posicionam a respeito da vida, dos relacionamentos, do trabalho, etc.

Dia desses assistindo o clip de "If I were a boy" da Beyonce eu escuto de um homem: "a letra dessa música é muito bonita". Na hora eu já pensei em começar um debate sobre o assunto, mas preferi não falar nada, para não "discutir a relação".

Às vezes penso que ser homem deve ser tão mais simples. E às vezes eu mesma procuro agir da mesma forma que eles. Mas acontece que por motivos mil, a gente não se livra tão facilmente daquilo que nos define mulher.

Meu projeto de Iniciação Científica que comecei em março deste ano é sobre a importância da escolarização para a decisão de mulheres se tornarem escritoras. É claro que a formação influencia homens também, mas meu foco é em mulheres filiadas a uma Ong que luta especificamente pela causa da literatura feminina.

Vou começar a ler "A dominação masculina" do sociólogo Pierre Bourdieu. Apesar de não ter começado, já tenho uma ideia do que ele vai afirmar. Que as características femininas são socialmente construídas e, portanto, arbitrárias.

Mas a própria teoria de Bourdieu também nos mostra que as condições sociais já estão no nosso inconsciente. E assim continuo a ser mulher, nas pequenas e grandes coisas, até mesmo quando escolho um layout rosa para o Blog...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O Michael de Henrique


Em 2007 eu fazia estágio no Programa Ler e Escrever, na primeira série de uma escola municipal da Zona Oeste, próxima à USP. Na classe, havia um aluno chamado Henrique, fã de Michael Jackson aos sete anos de idade.

Henrique era um dos alunos mais carismáticos da sala. Esperto, comunicativo e sobretudo muito persuasivo. Era muito interessante quando a professora às vezes lançava algum debate na sala de aula e ele prontamente respondia exatamente aquilo que ela queria ouvir.

Apesar de bagunceiro, ele sempre defendia que os alunos deviam ser comportados, modalizando a voz, usando palavras difíceis, como quem quer mostrar que está falando sério. Ele era brilhante, e nem tinha aprendido a ler e escrever.

Em determinado dia, a professora avisou que haveria uma festinha na sala de aula e a professora levaria o "som" para a classe. Henrique perguntou se poderia levar o seu CD do Michael Jackson. A professora e eu ficamos surpresas com a proposta do menino, e ela concordou.

No dia seguinte, Henrique era um dos mais ansiosos para começar a "festinha". Chegou na sala e rapidamente tirou o CD de sua mochila para a professora tocá-lo. A música era "Bad", e logo ele começou a dançar, imitando os passos do rei do Pop, andando para trás, com o seu sorriso esperto no rosto. Fez o maior sucesso.

Henrique contou que o seu tio que o ensinou a ser fã de Michael. Eu e a professora nos divertimos muito naquele dia. Ela não acreditava que aquele menino que, assim como eu, não tinha idade suficiente para ter visto, como ela viu, o pequeno Michael se tornar um mito, podia gostar tanto do cantor.

Michael morreu, mas a lembrança e a influência dele ainda ficará por muitas gerações.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

"O sistema é mal, mas minha turma é legal..."



Na semana passada o STF votou pela não obrigatoriedade do diploma de Jornalismo. A polêmica e as manifestações foram muitas, mas acredito que na prática pouca coisa vai mudar. O mercado de trabalho no jornalismo já é bastante informal e as organizações profissionais não possuem força política para contestar o que seja.

Estou fazendo pesquisa em Sociologia na faculdade e tenho algumas opiniões que não colocarei nesse espaço, pois se tornaria praticamente uma defesa de mestrado. Só acho que os profissionais da área devem desconfiar que logo após invalidarem a lei de imprensa, o Supremo esteja tão preocupado com o exercício do jornalismo no país. Vamos aguardar se isso também acontecerá com outras categorias, talvez com os cozinheiros, com os quais fomos comparados por Gilmar Mendes.

Acredito que para os ainda estudantes de jornalismo seja mais frustrante saber que seu diploma não terá muito valor. Ao menos, já sou (récem) formada...

Foto: Minha colação de grau em fevereiro de 2009, quando o diploma ainda era obrigatório